2 de abril de 2012

27 de março de 2012

20 de março de 2012

MINHA FALTA DE IMAGINAÇÃO

Foto de Zazá 



Quando "roubam minhas palavras", uso as palavras dos outros.







A TRISTEZA PERMITIDA (Marta Medeiros) 





Se eu disser pra você que hoje acordei triste, que foi difícil sair da cama, mesmo sabendo que o sol estava se exibindo lá fora e o céu convidava para a farra de viver, mesmo sabendo que havia muitas providências a tomar, acordei triste e tive preguiça de cumprir os rituais que faço sem nem prestar atenção no que estou sentindo, como tomar banho, colocar uma roupa, ir para o computador, sair pra compras e reuniões – se eu disser que foi assim, o que você me diz? 

Se eu lhe disser que hoje não foi um dia como os outros, que não encontrei energia nem pra sentir culpa pela minha letargia, que hoje levantei devagar e tarde e que não tive vontade de nada, você vai reagir como? 

Você vai dizer “te anima” e me recomendar um antidepressivo, ou vai dizer que tem gente vivendo coisas muito mais graves do que eu (mesmo desconhecendo a razão da minha tristeza), vai dizer pra eu colocar uma roupa leve, ouvir uma música revigorante e voltar a ser aquela que sempre fui, velha de guerra. 

Você vai fazer isso porque gosta de mim, mas também porque é mais um que não tolera a tristeza: nem a minha, nem a sua, nem a de ninguém. Tristeza é considerada uma anomalia do humor, uma doença contagiosa, que é melhor eliminar desde o primeiro sintoma. Não sorriu hoje? Medicamento. Sentiu uma vontade de chorar à toa? Gravíssimo, telefone já para o seu psiquiatra. 

A verdade é que eu não acordei triste hoje, nem mesmo com uma suave melancolia, está tudo normal. 

Mas quando fico triste, também está tudo normal. 

Porque ficar triste é comum, é um sentimento tão legítimo quanto a alegria, é um registro de nossa sensibilidade, que ora gargalha em grupo, ora busca o silêncio e a solidão. Estar triste não é estar deprimido. 

Depressão é coisa muito séria, contínua e complexa. 

Estar triste é estar atento a si próprio, é estar desapontado com alguém, com vários ou consigo mesmo, é estar um pouco cansado de certas repetições, é descobrir-se frágil num dia qualquer, sem uma razão aparente – as razões têm essa mania de serem discretas. 

“Eu não sei o que meu corpo abriga/ nestas noites quentes de verão/ e não me importa que mil raios partam/ qualquer sentido vago da razão/ eu ando tão down...” 

Lembra da música? 

Cazuza ainda dizia, lá no meio dos versos, que pega mal sofrer. 

Pois é, pega mal. 

Melhor sair pra balada, melhor forçar um sorriso, melhor dizer que está tudo bem, melhor desamarrar a cara. 

“Não quero ver você triste assim”, sussurrava Roberto Carlos em meio a outra música. 

Todos cantam a tristeza, mas poucos a enfrentam de fato. 

Os esforços não são para compreendê-la, e sim para disfarçá-la, sufocá-la, ela que, humilde, só quer usufruir do seu direito de existir, de assegurar seu espaço nesta sociedade que exalta apenas o oba-oba e a verborragia, e que desconfia de quem está calado demais. 

Claro que é melhor ser alegre que ser triste (agora é Vinícius), mas melhor mesmo é ninguém privar você de sentir o que for. 

Em tempo: na maioria das vezes, é a gente mesmo que não se permite estar alguns degraus abaixo da euforia. 

Tem dias que não estamos pra samba, pra rock, pra hip-hop, e nem pra isso devemos buscar pílulas mágicas para camuflar nossa introspecção, nem aceitar convites para festas em que nada temos para brindar. 

Que nos deixem quietos, que quietude é armazenamento de força e sabedoria, daqui a pouco a gente volta, a gente sempre volta, anunciando o fim de mais uma dor – até que venha a próxima, normais que somos.


http://marthamedeiros.com.br



12 de março de 2012

SER MINEIRO. SERÁ QUE SOU?




"Ser mineiro não é só dizer uai, trem bão, etc e tal,
é ter todo um jeito especial e diferenciado de ser.

É não se meter em cumbuca alheia;
é não dar um passo maior que as pernas;
é não dar ponto sem nó;
é confiar, desconfiando;
é não mostrar o que sabe;
é falar menos e escutar mais;
é chegar antes da hora
para não perder o trem;
é não andar no escuro
para não encontrar o que não se deve.

Mineiro não gosta de conversa mole de enrolador,
nem de conversa fiada de quem diz o que não deve.

Mineiro gosta de segredo.
Não gosta de dizer o que faz, nem o que vai fazer,
deixa para revelar quando já está pronto.

Ser mineiro é passar por bobo e ser inteligente.

É se vestir com simplicidade, sendo fazendeiro;
é reclamar dos preços, sendo banqueiro;
é dar desconto para ganhar o freguês.

Mineiro não olha diretamente, tem educação,
espia, fingindo que não presta atenção;
não é de vingança, mas pode esperar o troco;
não estica conversa com estranhos,
mas recebe os amigos como se fossem reis;
não troca um pássaro na mão por dois voando,
pois só arrisca quando tem certeza.

Ser mineiro é ter sabedoria, simplicidade, modéstia,
solidariedade, coragem e bravura.

É fazer de um fracasso o princípio de uma vitória,
e da vitória, a humildade do não foi nada demais.

O mineiro, se vive no campo,
gosta de ouvir os sons da natureza:
do movimento da água nos rios, do ar nos ventos
e olhar o céu para sentir as mudanças do tempo:
saber se vai dar sol ou chover, fazer calor ou frio;
gosta também de ouvir o cantar dos pássaros,
o latido do seu cachorro amigo,
o mugir do gado leiteiro,
o relincho do forte e nobre cavalo ...
e, vez em quando, escutar as notícias da cidade.

Mineiro que vive na cidade,
não deixa de lado o seu jeito interior,
leva o valor do campo junto consigo;
se estiver em outro país,
entre as saudades maiores
estão as belas montanhas de Minas Gerais,
com que interage desde cedo.

Segundo os que não são de Minas,
o motivo por que o mineiro é desconfiado,
é que, crescendo entre montanhas,
anda atento pelos caminhos,
sem saber o que se esconde
atrás de cada uma delas,
já que cada qual tem seu mistério,
não há duas que se igualem.
Fato é que, ao sair de seus domínios,
torna-se difícil enganar o mineiro
que enxerga atrás das montanhas outras,
entrelinhas das palavras.

Devagar e sempre,
o mineiro chega aonde quer.

Ser mineiro é ser conservador
no que precisa ser conservado.

No amor-casal, dois é bom, três é demais.

Ser Mineiro é ser religioso.

Mineiro não se sente só aonde quer que vá,
pois sente que a mão de Deus o protege.

Ser mineiro também é ser inovador
no que precisa ser inovado.

É gostar de saber mais para contar seus causos;
é admirar o belo, a arte, a vida;
é amar a liberdade de ir, de vir, de pensar, de ser;
é ser poeta e gostar de fazer política
para não perder o idealismo de mudar as coisas.

Ser mineiro é ser gente como a gente: eu e você,
que, entre trabalho e suor, com lágrimas e sorrisos,
construímos a história dessa nossa Minas Gerais,
as minas de ouro, diamante, pedras preciosas...
riquezas infinitas minerais e pessoais,
que podem ser encontradas nos subsolos
ou caminhando pelas ruas das nossas cidades."


* Neste poema, há uso de ditados populares de domínio público.
* Obra Destaque Literário 2008 - Concurso Internacional Letras Premiadas, Alpas XXI.

CRUZ, Ana da. Ser Mineiro (poema). Mural dos Escritores (blog) Disponível em URL: [http://muraldosescritores.ning.com/profiles/blogs/ser-mineiro] 20/01/2009.

10 de março de 2012

CÃOZINHO SEM LAR



Este sou eu:  


O Zunga.

Agora eu tenho uma casa, amor e cuidados.


Ainda está martelando na minha cabeça, as palavras que ouvi quando o coloquei no carro:

- Cara! 

Você ganhou na Loteria!

Vai ter uma vida de rei!



Pobres animaizinhos abandonados...


8 de março de 2012






O curso “Apresentação de Teleaulas” que prepara e capacita professores para trabalhar com educação a distância está com inscrições abertas. 

O objetivo é mostrar as possibilidades de criação, desenvolvimento e produção da teleaula, além de preparar o professor a ministrar aulas em vídeo.  

Serão abordados temas essenciais paras os profissionais de educação a distância, como: linguagem audiovisual  - o uso de imagens, vídeos, filmes, e infoarte para enriquecer a aula; e a apresentação em TV - a correta utilização da postura, da voz, dos gestos, da maquiagem, o posicionamento diante das câmeras, vestuário adequado, comportamento em entrevistas por meio de dinâmicas diversas e teorias.

A capacitação é destinada a profissionais de instituições públicas ou privadas de ensino que atuam ou atuarão em teleaulas, profissionais de TV e de produção audiovisual ou profissionais que pretendem se dedicar a educação a distância. 

Não requer formação específica.

O curso é a distância, por meio do ambiente virtual Moodle (não precisa baixar nenhum programa, basta acessar a internet).

 Tem duração de 30 dias, com carga horária de 40 horas. 

Os participantes terão acesso às aulas teóricas, vídeoaulas e tarefas orientadas.  

No decorrer do curso, os alunos produzirão aulas em vídeo para serem avaliadas.

O curso foi elaborado por Patrícia Rodrigues, especialista em educação a distância. 

Nos últimos sete anos, a autora capacitou mais de 300 professores, entre especialistas, mestres e doutores.

“Para garantir uma educação a distância de qualidade é preciso que o professor esteja atualizado em relação ao avanço das tecnologias da informação e comunicação, seja aberto às mudanças e inovador. 

É preciso que o professor reinvente sua maneira de ensinar”, argumenta.


As inscrições podem ser feitas pelo endereço

 http://www.teleaulaead.com.br. 

Mais informações pelo telefone: (67) 8438-1299.

Biografia

Formada em Marketing pela UNIDERP, Patrícia Rodrigues é consultora nas áreas de Audiovisual e Educação a Distância. 

Associada da ABED Associação Brasileira de Educação a Distância, teve seu artigo científico selecionado para o 17° CIAED – Congresso Internacional de Educação a Distância, realizado em agosto de 2011. É especialista em EaD pelo SENAC/MS. Também é pós-graduada no MBA em Gestão Estratégica de Negócios (UNIDERP). 

Durante dez anos, de 1995 a 2005, dirigiu, produziu e apresentou programas de TV e vídeos publicitários, inclusive para o Governo do Estado do Paraná, Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, Binacional Hidrelétrica de Itaipu e diversos municípios. 

Trabalha com Educação a Distância desde 2005, quando começou a usar sua experiência em televisão para capacitar professores para teleaulas. 

Naquele ano, participou do processo de organização e desenvolvimento da metodologia da produção audiovisual da UNIDERP Interativa, IES (instituição de ensino superior) onde atuou por mais de cinco anos como diretora artística. 

Criou e desenvolveu o modelo inicial das teleaulas e seus produtos audiovisuais. 

Capacitou e ministrou formação inicial e continuada para apresentação de vídeoaula e utilização da produção audiovisual em EaD para mais de 300 professores.


4 de março de 2012

ESTAR FELIZ





"Estar bem e feliz é uma questão de escolha e não de sorte ou mero acaso. 

É estar perto das pessoas que amamos, que nos fazem bem e que nos querem bem. 

É saber evitar tudo aquilo que nos incomoda ou faz mal, não hesitando em usar o bom senso, a maturidade obtida com experiências passadas ou mesmo nossa sensibilidade para isso. 

É distanciar-se de falsidade, inveja e mentiras. 

Evitar sentimentos corrosivos como o rancor, a raiva, e as mágoas que nos tiram noites de sono e em nada afetam as pessoas responsáveis por causá-los. 

É valorizar as palavras verdadeiras e os sentimentos sinceros que a nós são destinados. 

E saber ignorar, de forma mais fina e elegante possível, aqueles que dizem as coisas da boca para fora ou cujas palavras e caráter nunca valeram um milésimo do tempo que você perdeu ao escutá-las."

Fernanda Young



21 de fevereiro de 2012

SOLIDARIEDADE PARA UMA AMIGA



Sinto muito. 

Somos todos passageiros.

Paz para quem foi.

Paz para quem ficou, e sabe que sempre deu o  melhor de si  pelo outro.


16 de fevereiro de 2012

O MEU HERÓI


Kevin Costner


Robin Hood

O príncipe dos ladrões


" Já vi cavaleiros de armadura entrarem em pânico à primeira vista da batalha.

Vi um humilde escudeiro desarmado arrancar uma lança do próprio corpo para defender um cavalo agonizante.

A nobreza não é um direito inato:

Ela é definida pelos atos da pessoa"





14 de fevereiro de 2012

REFLEXÃO







"A gaivota voava por cima de uma praia no Golfo, quando viu um rato. 

Desceu dos céus, e perguntou ao roedor:

— Onde estão suas asas?

Cada bicho fala um idioma, o rato não entendeu o que ela dizia; mas notou que o animal à sua frente tinha duas coisas estranhas e grandes saindo de seu corpo.

“Deve sofrer alguma doença”, pensou o rato.

A gaivota percebeu que o rato olhava fixamente suas asas:

— Pobrezinho. 

Foi atacado por monstros, que lhe deixaram surdo e roubaram as asas.

Compadecida, pegou-o em seu bico, e levou-o para passear nas alturas.

 “Pelo menos ele mata a saudade”, pensava, enquanto voavam. 

Depois, com todo cuidado, deixou-o no chão.

O rato, durante alguns meses, tornou-se uma criatura profundamente infeliz: tinha conhecido as alturas, viu um mundo vasto e belo.

Mas, com o passar do tempo, terminou de novo acostumando-se a ser rato, e achou que o milagre que tinha acontecido em sua vida não passava de um sonho..."


Do Livro O Vencedor está só - Paulo Coelho

13 de fevereiro de 2012

TCHAU !



Rafinha Bastos

11 de fevereiro de 2012

10 de fevereiro de 2012

APRENDER


Salvador Dali



"É fazendo que se aprende, a fazer aquilo que se deve aprender a fazer." 




Aristóteles

9 de fevereiro de 2012

É PRECISO SABER VIVER

QUAL O PROBLEMA ?

CAMPUS PARTY BRASIL 2012



A cada geração que passa, a quantidade de pessoas conectadas à internet aumenta. 

Prova disso é a presença de crianças, como campuseiras, na Campus Party Brasil 2012.

 Mesmo que ainda existam pessoas que considerem a tecnologia assunto de adulto, os mini participantes estão aí para dizer o contrário.

B.C. de O, 11 anos, participa pela primeira vez do evento e diz que está adorando. 

A menina começou a usar o computador quando era criança, aos 7 anos, na escola. 

Depois, como a vontade de se conectar estava crescendo, pediu uma máquina de presente para o pai. 

“O computador não era muito bom, não!”.

Sobre as facilidades da internet, B. destaca a rapidez que ela tem ao fazer seus trabalhos da escola. 

Ela diz que é muito mais fácil acessar algum site de busca e conseguir fazer a sua pesquisa por lá do que ir para a uma biblioteca e ficar horas olhando em livros. 

Outro ponto interessante que ela comenta é o da sua comunicação com seus amigos. 

Com seu Facebook feito aos 8 anos, a campuseira diz que gosta de conversar pelo chat do site.

B. diz que a sua geração e a maioria das crianças de hoje em dia se dão muito bem com os computadores e que ela adora ensinar os mais velhos a usar e a se conectar na internet. 

“Minha avó não sabe nem pegar em um mouse. 

Eu adoro ensinar pra ela as coisas que eu sei!”.

Sua participação na Campus deve continuar ano que vem e a menina comenta que quer ver mais crianças pelo evento.

 “Acho legal pessoas da minha idade usando um computador e não acho que existe uma idade para começar.”.

B. é um exemplo da dimensão da internet na vida das pessoas. 

Desde criança conectada, descobrindo o mundo, seja virtual ou real!

Tainá Goulart

Voluntária